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Hey People, hoje na matéria de retorno do nosso blog traremos um pouco sobre o filme Brightburn. Com saudades das nossas matérias? Então vem conferir.

Que Ninguém Olhe Para o Céu com Esperança

"Brightburn - Filho das Trevas" é a mais nova empreitada do Diretor e produtor James Gunn que estreou hoje aqui no Brasil (23 de maio) e já vem dando o que falar entre os fãs dos subgêneros de terror e super-heróis. Isso pois ele inicia nos cinemas uma nova maneira de contar a história de um dos super-heróis mais queridos e aclamados de todos os tempos como o Superman.


Ele nos traz a resposta para a pergunta que todo o fã de quadrinhos já se fez ao menos uma vez: "E se o Superman tivesse ficado mau?". É claro que temos precedentes disso nos quadrinhos com premissas similares como "Superman - Entre a Foice e o Martelo" de Mark Millar lançada em 2003. Que narra uma versão do mundo onde o Superman nasceu na União Soviética.


Confesso que quando me dispus a ler aquele quadrinho, fui com o ideia de que seria algum tipo de panfletagem comunista, ou mesmo alguma dura critica ao mesmo, mas me surpreendi positivamente com a excelente narrativa da história. Aliás, é leitura obrigatória para qualquer fã de quadrinhos. Eu recomendo muito.


Também já vimos o Super não somente tendo crescido em outra perspectiva, mas também ficando mau e corrompido literalmente. Claro que de forma diferente do que vemos em "Brightburn" onde ele parece ser inerentemente mau. Foi na ocasião em que os Lordes da Justiça apareceram. Era um arco super legal da animação "Liga da Justiça - Sem Limites" que aqui no Brasil foi passada pelo SBT durante algum tempo. Nessa parte da história somos apresentados à um Superman que se tornou mais frio e disposto a cruzar os limites que o Superman regular não ultrapassaria, como matar por exemplo, se isso for necessário. Esse arco ainda originou o jogo "Injustice - Gods Among Us" de 2013 para várias plataformas e ainda originou uma série em quadrinhos de mesmo nome que segue a mesma premissa.


No entanto, a principal diferença entre essas obras e Brightburn é a "escolha". Nelas, ou mesmo no Universo regular do Super, ele é moldado pelo meio em que vive. Clark é como qualquer pessoa moldado pelos pais, pelo meio em que vive ou pelas tragédias que vivencia, podendo se tornar mais fechado ou até mais cruel, do mesmo modo que todos estamos sujeitos à isso, mas sempre teve a escolha de seguir ou não determinado caminho. Todavia, Brandon Branner parece ser mau por natureza e até a sua vinda para Terra parece ter tido uma intenção insidiosa.


Mesmo assim ver uma mitologia tão rica quanto a do Superman contada dessa forma foi muito interessante. Os elementos de terror são muito bem explorados com tudo o que as singularidades do Superman tem a oferecer. Brandon Branner, como é chamado em Brightburn é totalmente diferente de Clark. Sem dar spoilers, Clark é gentil e amoroso, enquanto Brandon é arredio e um tento rebelde, principalmente à partir de determinados acontecimentos que vão atenuando sua personalidade até o estopim do descontrole.



 O que é legal é pensar no porque ninguém teve a mesma intensão de fazer um filme assim antes. Talvez por estarmos "Na Era dos Filmes de Heróis" onde esse subgênero está com cada vez mais espaço. Talvez agora vejamos mais histórias interessantes para dessaturar o mercado com o mesmo tipo de filme desse gênero. A ideia de um Superman maligno não é nova, como eu disse antes. Mesmo nas histórias normais dos heróis existem aqueles que os tinham com receio por seu imenso poder. O Governo criou então o "Projeto Cadmus" que era uma agencia que visava lidar com a Liga da Justiça e todos os super-heróis caso eles se rebelassem. Afinal, quem poderia parar o Superman se ele resolvesse ficar no controle? E é exatamente essa base que Brightburn explora.



A atuação de Jackson A. Dunn (Brandon Branner) como o herói/vilão do filme é muito boa. Ele é bem introspectivo, mas possui os seus momentos, sobretudo nos momentos de tensão onde realmente sentimos medo do garoto. Este não é o primeiro filme dele, no entanto, pode-se dizer que ele teve um bom desempenho. Espero que o personagem continue com ele caso aconteçam sequencias (pelo final, eu acredito que sim). 



O filme enquanto terror não decepciona. Não tem os famigerados Jumps scares a todo o momento e os poderes do Superman são bem explorados deixando a tensão nos manter imersos na história. A ameaça de alguém com tais poderes é bem realista. A construção da psique dele é graduada de forma orgânica sem se apressar ou se arrastar demais. O medo e a preocupação dos demais personagens também é gradual a medida que ele vai descobrindo os próprios poderes. Existe uma cena com o personagem de Matt L. Jones num carro, e a reação do personagem é impar diante dos acontecimentos. Me pergunto o que uma pessoa faria se visse alguém como Brandon ou Clark expondo os seus poderes daquela forma. Na minha opinião, a cena ficou bem legal e verossímil apesar da carga fantasiosa.


E por falar neles, estão muito bem feitos, considerando que orçamento foi bem mediano. Acho que podemos dar esse crédito à nobre direção de James Gunn que o desenvolveu muito bem. O que eu espero mesmo é que esse novo modo de contar histórias de Super-heróis ganhe força para que possamos ver mais filmes como esse. Quem sabe ver esse moleque adulto levando uma boa surra do Superman original ou ver a versão do Batman desse Universo. Já pensou? Deixa aqui embaixo nos comentários o que você achou desse filme.

Confira o Trailer de Brightburn - Filho das Trevas"


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Escritor: Thiago de França

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Hey People, Hoje temos a segunda parte da matéria sobre os filmes baseados nos livros de Anne Rice. Com vocês, A Rainha dos Condenados.

A Rainha dos Condenados

(Full Spoilers)


A Rainha dos Condenados é um filme americano de terror de 2002. A direção ficou a cargo de Michael Rymer com o roteiro de Anne Rice, Scott Abott e Michel Petroni. O longa é uma adaptação de dois livros de “As Crônicas Vampirescas” de Anne Rice “O Vampiro Lestat” (1985) e “A Rainha dos Condenados” (1988). Anne Rice também escreveu “Entrevista com Vampiro” (1976, o livro e 1994, o filme) que antecede a rainha dos condenados.

Aos Vampiros do Mundo: Apareçam, sejam vocês quem forem


O filme conta a história do vampiro Lestat que acorda nos tempos modernos depois de mais de um século de sono ininterrupto. Ele resolve se reinventar e se transforma em um astro do rock com a banda que leva o seu nome. No entanto, ele não mantém um disfarce como dita uma das principais regras dos vampiros e admite publicamente ser um de fato.


Seu propósito é atrair os vampiros do mundo para uma antiga vingança além de satisfazer sua necessidade de ser notado. Todavia, a rainha dos vampiros, Akasha desperta de seu sono milenar atraída pela música de Lestat e decide fazer dele o seu novo rei consorte para governarem juntos sobre vampiros e humanos e isso ameaça o amor de Lestat pela bela jovem mortal Jessica.

O Sangue está jorrando

O filme teve recepção negativa por parte da crítica especializada, mas é muito querido pelos fãs de filmes de vampiros e de Anne Rice. Hoje em dia o filme é considerado cult e um dos melhores filmes do gênero. Muitos elementos são bem interessantes, mas muito ignorados, a saber, a organização de estudiosos de ocultismo da qual Jessica faz parte por exemplo que não tem uma importância durante a história. 


A distância entre o filme e os livros é gritante e isso quase que cria uma versão totalmente nova da história. O interesse de Lestat em Jess foi reduzido de forma bem precária, e o próprio Lestat no filme sequer arranha a superfície do todo que é esse personagem. E há quem diga que o sucesso desse filme se dá unicamente pelo fato de ser bem sensual e por falar de vampiros. Outros vão ainda mais longe ainda na falta de noção e dizem que o que alavancou o longa foi a infeliz morte de Aaliya que interpretou a belíssima Akasha. Eu, porém, digo que é um conjunto de coisas muito grande para se atribuir a um filme para desqualifica-lo. A trilha sonora é boa, a atuação é boa, os figurinos, etc. Muitas coisas merecem crédito em A Rainha dos Condenados. Pois, se fosse apenas por se tratar de vampiros no enredo, outros filmes péssimos no mesmo estilo teriam feito igual ou maior sucesso.



A fotografia e a ambientação dão um estilo um tanto Trash ao filme, o que eu acho super legal. O filme não é do tipo de terror que dá medo ou assusta. Muito pelo contrário, o tema é terror e não o gênero. Existe uma sutil diferença nisso. Esse assim como outros falam sobre o terror sem ter necessariamente o propósito de causar medo. Na verdade, esse filme é muito mais sensual e provocante do que terror em si. As imagens são muito belas, mas de um modo diferente dos demais filmes que seguem essa linha. Ele tem os efeitos especiais fracos apesar de que quase não são necessários em todas as cenas do filme. Ele se foca mais na interação dos personagens apesar de que alguns dos efeitos foram muito bacanas.

Este filme faz par com “Entrevista com Vampiro” como dois dos melhores filmes de vampiros de todos os tempos. A pegada gótica do filme é bem dahora. O rock vampiresco foi com certeza um diferencial bem marcante do antecessor entrevista com vampiro. O couro e látex preto substituíram as roupas chiques de época do outro filme. A trilha sonora de música clássica foi substituída pelo bom rock dos anos noventa. De fato, uma das melhores coisas desse filme é a trilha sonora. A voz que é ouvida nas músicas cantadas por Lestat não é do ator Stuart Townsend, intérprete do personagem, mas sim de Jonathan Davis, vocalista da banda Korn. É realmente de arrasar. Contem faixas inéditas de artistas como Korn, Static-X, Marilyn Manson, Disturbed, Linkin Park, Dry Cell, Slipknot entre outras. Eu as escuto até hoje, o que depõe favoravelmente para o Soundtrack do filme.



O Lestat de Stuart Townsend é bem diferente do Lestat de Tom Cruise. É difícil imaginar os dois personagens tendo as mesmas atitudes. Eles parecem de fato duas pessoas diferentes um do outro. O Lestat de Stuart é mais jovial e impulsivo, enquanto o de Tom Cruise é menos empático com os humanos e mais arrogante. Apesar de preferir a performance de Tom Cruise, Townsend fez um bom trabalho com o roteiro que tinha. O papel dele não era só distante do Lestat de Tom Cruise, como também é assim em relação aos livros. Tem uma personalidade muito jovial diferente do que vimos nos livros. Lestat possui um profundo desejo por conhecimento e se mostra muito inteligente. Bem diferente do Lestat que anseia por seu notado de a rainha dos condenados.

Essa necessidade parece rasa e pueril e até faz com que ele tenha uma postura bem mais bondosa do que o que vimos na atuação de Tom Cruise que era cuidadoso no que dizia respeito a sua identidade de vampiro. Embora nas duas versões Lestat não tenha receio de se alimentar dos humanos, o Lestat de Tom Cruise se importa bem menos com eles.



Akasha



A atuação que se destacou foi com certeza a Akasha de Aaliya. Ela foi exatamente como eu esperava. Sem nenhuma consideração pela vida dos mortais os enxergando apenas como comida. É altiva e arrogante e sua capacidade de beber litros e litros de sangue lhe conferia algo demoníaco e sobrenatural. Também era misteriosa e o jeito que se movia e falava eram bem peculiares. Sua caracterização a deixava mais vampiresca do que os outros como se fosse um grau acima dos demais vampiros. A cena dela entrando no bar e destruindo os outros vampiros e incinerando os seus corpos com os seus poderes sem nenhuma consideração é totalmente demais. A forma grotesca como devora o coração de um deles e se deleita com isso é uma das mais marcantes do filme. O jeito como se movia e seu olhar eram tão sensuais e misteriosos, mas eram naturais, mesmo que os trejeitos dela fossem um tanto caricatos as vezes. Isso digo não depreciando, mas uma certa excentricidade era esperada de uma personagem assim. Afinal, ela é uma deusa vampira egípcia de mais de três mil anos.

 Pouca informação sobre ela e a sua introdução na forma de estatua deixam ela tão misteriosa, com um ar de antiguidade que a rodeia. Ao mesmo tempo que ela veio de uma época tão remota e diferente também parece se adaptar bem e rápido ao presente. Isso é melhor explicado nos livros e passa batido tanto no entrevista com vampiro quanto a rainha dos condenados, mas que é um pouco melhor abordado nesse último. Ao que parece, o intelecto dos vampiros é mais elevado do que o dos humanos e sua compreensão da realidade é bem maior, facilitando a vida deles nesse quesito. Além disso, os vampiros podem ler mentes em alguns casos e podem adquirir informação através do sangue de suas vítimas. Coisas que elas sabiam ou que viram são absorvidas por eles (o sangue é vida).



Seguindo esse pensamento, fica fácil entender o porquê Akasha não se surpreende com nada do que vê a sua volta estando no presente. No final de entrevista com vampiro, também vemos o Lestat de Tom Cruise aprendendo a capacidade de dirigir depois de se alimentar do repórter Daniel Malloy. E o próprio Lestat tem visões ao beber o sangue de Akasha na forma petrificada.


Maharet e Mekare

Uma parte que foi bastante ignorada no filme foi a de Maharet. A história dela é bem mais elaborada no livro e contada com bastante detalhes. No Antigo Egito que na época era conhecido como Kemet, existiam duas bruxas gêmeas de cabelos ruivos. Elas eram Maharet e sua irmã Mekare e a fama de sua magia se espalhara por toda aquela terra até chegar aos ouvidos da Rainha Akasha e o seu rei consorte Enkil. Eles então convidaram as duas bruxas até o seu palácio para demonstrarem o seu poder e ignorando a vontade da irmã, Mekare os utilizou livremente na presença dos reis e invocou um espirito maligno chamado Amel na perante todos.

Por sua bruxaria, Akasha e o seu rei mandaram jogar as gêmeas no calabouço por medo delas ou por suas crenças serem muito diferentes das deles. Na prisão elas foram torturadas e estupradas na frente toda a corte pelo escudeiro do rei, Khayman que não teve opção além de obedecer, mesmo não querendo lhes fazer mal. Depois de três dias, Maharet e Mekare foram liberadas para ir e viveram em paz por um tempo em sua terra prometendo deixar todas aquelas coisas para trás com a criança que Maharet deu à luz proveniente do estupro de Khayman.

No entanto, Khayman apareceu um ano depois para levar as gêmeas de volta para Kemet a mando dos reis Akasha e Enkil. Ao que parece, o espirito Amel se sentiu furioso pelo que os reis fizeram com as gêmeas e passou a atormentar os reis e Khayman pelas torturas das bruxas atirando coisas neles e exumando os corpos dos mortos, assombrando suas vidas sem descanso de tal forma que o povo planejou a morte dos reis por trazer esse tormento para eles.

Todavia, Amel amaldiçoou Akasha e Enkil a serem vampiros pela eternidade. Eles imploram a Maharet e Mekare que os ajudem, mas elas não sabiam como e isso lhes garantiu mais um tempo na prisão até que fossem executadas. No entanto, Khayman que também foi transformado pelos reis foi até elas para liberta-las. Depois de transformar as duas os três fugiram e fizeram mais bebedores de sangue por todo o reino a fim de que seu exército derrotasse os reis malignos, mas todos foram capturados em Saqqara. As gêmeas foram aprisionadas em caixões de pedra e enviadas ao Oceano em direções separadas. De Mekare nunca mais se soube, mas Maharet continuou por milênios cuidando dos descendentes humanos de sua filha que se chamava Miriam.

No filme fica apenas implícito que ela e Akasha se conhecem. Talvez não desse tempo para apresentar toda a história das gêmeas e isso teve que ser resumido de qualquer forma.  E isso é uma pena, pois essa história é muito interessante. Quanto ao fim de Akasha no tempo antigo só se sabe que ela e seu rei devoraram todos no seu reino por conta de sua sede de sangue sem tamanho e depois ficaram tanto tempo parados que terminaram se petrificando.


Curiosidades

·         O ator Tom Cruise chegou a ser convidado para retornar ao papel de Lestat, que fez em Entrevista com o Vampiro, mas recusou a oferta por já estar envolvido com a produção de outros filmes na época das filmagens de A Rainha dos Condenados.

·         Após a recusa de Tom Cruise, os atores Heath Ledger, Josh Hartnett e Wes Bentley chegaram a estar cotados para interpretar o vampiro Lestat em A Rainha dos Condenados.

·         Inicialmente A Rainha dos Condenados seria lançado nos cinemas norte-americanos em outubro de 2001, mas acabou tendo sua estreia adiada para fevereiro de 2002.

·         Aaliyah foi a primeira atriz escalada para o elenco e estava muito animado com o projeto já que é fã de filmes de vampiro e é fascinada pela mitologia grega.

·         Mais de três mil góticos de clubes noturnos de Melbourne e da internet foram contratados para atuarem como figurantes na cena do concerto de Lestat.

·         A cena do concerto de Lestat foi filmada em Werribee, na Austrália.

·         Assim como Entrevista Com o Vampiro (1994), este filme foi tema de um caso polêmico: em dezembro de 2002, um jovem escocês chamado Allan Menzies matou seus amigos após assistir ao longa. Segundo o assassino, foi a rainha Akasha quem pediu que ele cometesse o crime.

·         A arquitetura da casa da Tia Maharet foi inspirada no Angkor Wat, um templo localizado em Camboja, na Ásia.

·         O bar de vampiros "The Admiral's Arms", localizado no distrito de embalagem de carne de Londres, é uma homenagem ao clube "Mother", um bar de vampiros localizado no distrito de embalagem de carne da cidade de Nova York.

·         Wes Bentley interpretaria Lestat, mas desistiu do papel.

·         A atriz Pia Miranda fez uma pequena participação no filme como a colega de quarto de Jesse, mas a cena foi excluída na pós-produção.

·         A música "Excess", de Tricky, é tocada na cena em que Jesse vai para o clube. A mesma canção pode ser ouvida em 13 Fantasmas (2001).

·         Jonathan Davis faz uma pequena aparição no longa revendendo bilhetes na porta do clube.

Pequeno Tributo à Aaliya


Infelizmente a cantora, compositora e atriz, Aaliya que interpretou a nossa querida Akasha em A Rainha dos Condenados faleceu antes de ver o filme ser lançado. No ano de 2001 ela morreu em um acidente aéreo devido a quantidade de carga no avião nas Ilhas Ábaco nas Bahamas.

Aaliyah Dana Haughton nasceu em Nova Iorque no dia 16 de janeiro de 1979 e era filha de Diane e Michael Haughton, nascida em uma família afro-americana, com ascendência nativo-americana por parte de sua avó, ela foi a segunda e última filha de sua família. Aaliya era talentosa em dançar, cantar, compor músicas e atuar. Atuou em “Romeu tem que Morrer” (2000) e a belíssima Akasha em “A Rainha dos Condenados” (2002). Suas músicas estão presentes em presentes em filmes como “Anastasia” (1997), “Dr. Doolitle” (1998), “Next Friday” (2000) e “Romeu tem que Morrer” (2001).

Aaliya era linda, seus olhos eram encantadores. Felizmente seu talento está eternizado em suas canções e em sua atuação. Era coreografa e dançarina. Lançou três álbuns sendo ela própria a compositora de algumas das faixas. Claro que sua participação em “A Rainha dos Condenados” é a mais conhecida e mais icônica de Aaliya, o qual marcou o filme com sua presença.


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Hey People, Hoje abriremos o especial de duas partes sobre os filmes baseados nos livros de Anne Rice. Começando pelo belíssimo Entrevista com Vampiro. Vamos Lá? 

"Sou de carne e osso, mas não sou humano, e já não sou humano a 200 anos!"


(Full Spoilers)

Eu vou te dar a escolha que eu nunca tive

Saídos das sombras profundas da noite, os vampiros sempre causaram temor e fascínio nas pessoas. Uma das criaturas das trevas mais representadas nas artes, na literatura e desde o século passado também no cinema. Os livros de Anne Rice são um ótimo exemplo do porque esses monstros são tão retratados nas mídias por tanto tempo.

As lendas envolvendo vampiros remontam a pré-história, passando pelo Antigo Egito e Grécia, mas foi só no começo do Século XIX na Europa Oriental que tais entidades ganharam mais notoriedade assombrando o imaginário das pessoas desde então. Nesse Especial falaremos um pouco dos filmes “Entrevista com Vampiro” do diretor Neil Jordan de 1994 e sobre “A Rainha dos Condenados” dirigido por Michael Rymer de 2002, ambos inspirados nos livros da escritora Anne Rice de uma série chamada “As Crônicas Vampirescas”. Então, se você gosta de ótimos filmes sobre vampiros, fica aqui com a gente e acompanhe os abraços e mordidas. Este texto contém spoilers tanto dos filmes quanto dos livros, então, se ainda não consumiu essas mídias, confere lá antes de ler aqui, ok? Então vamo lá.

Entrevista com Vampiro


Estrelado por Tom Cruise Brad Pitt, Antonio Banderas, Christian Slater e Kristen Dunst distribuído pela Warner Bros, este excelente filme se tornou um clássico do gênero. Teve seu lançamento em novembro de 1994 e foi produzido por David Geffen e dirigido por Neil Jordan. Teve críticas favoráveis na época de seu lançamento e se tornou um dos mais adorados filmes de vampiro nos dias de hoje.

A história conta como o jovem Louis de Pointe Du Lac interpretado pelo querido Brad Pitt se tornou um vampiro depois de seu encontro com o Lestat de Lioncourt (Tom Cruise) por quem foi transformado no Século XVIII. O longa segue com o conflito entre Lestat e Louis por conta da atual condição de imortal de Louis que sofre pelo que se tornou a despeito da opinião de Lestat que acredita ter dado ao amigo a maior dadiva que existe. Louis então se aflige e busca pelo significado de sua existência amaldiçoada ou por alguém que tenha as respostas e um significado para tudo o que lhe ocorreu.


Este é um exemplo daqueles filmes que são imortais, se me permite o trocadilho.
É um filme que todos os fãs de cinema deveriam assistir na minha opinião. Tudo nesse filme é sem igual começando pela ótima atuação que foi sensacional. Tom Cruise surpreendeu como Lestat. Ele estava absolutamente à vontade no papel sendo natural como se tivesse esquecido que estava num filme. Brad Pitt como o melancólico Louis também estava muito bem, mesmo que não seja segredo que ele ficou descontente com o longa na época. Todas as atuações merecem destaque, mas talvez a que mereça melhor nota seja a atuação de Kristen Dunst no papel de Claudia. A menina era mimada e tempestuosa, mas seus momentos de ternura eram apenas sublimes.

O figurino e as ambientações eram lindas e fidedignas em total. A maquiagem dos vampiros ficou perfeita. Mesmo quando os atores estavam molhados ou em locais mais escuros. Os efeitos não eram muito presentes, mas o que lá estavam eram muito satisfatórios para a época. A escolha da trilha sonora é impecável e empregou um ar de sofisticação as tomadas. Esse é um filme cult desde o seu lançamento, acredito eu. Traz reflexões existenciais muito boas e importantes vividas por todos os personagens que refletem muito da personalidade humana.


A narrativa é mais concentrada com um ritmo melhor do que no livro que pode cansar um pouco por ser rebuscado demais. As interações dos personagens têm diálogos poéticos inconfundíveis que colocam questões com temas como sexo, autocontemplação, vida e morte de uma forma tão sutil, mas ao mesmo tempo tão verdadeira que transparece uma realidade para o telespectador. Quase sentimos que aqueles personagens são inspirados em pessoas históricas devido à natureza de época do filme.

As diferenças com o livro existem, é claro, mas como eu gosto de pensar, isso não é algo ruim se não desvirtuar a história. O Lestat de Tom Cruise é muito fiel ao do livro. A escolha do ator para esse personagem foi um acerto no alvo sem dúvidas. Até o último momento é um primor ver Tom Cruise atuando. Ele com certeza deve ter orgulho do Lestat que interpretou no cinema.


Entrevista com Vampiro ainda fincou outros marcos além de ser um cult. Ele ainda foi o primeiro filme LGBT a ser considerado um clássico e em uma época em que esse era um tema mais complicado de se abordar nas telonas. A relação de Louis e Lestat deixa no ar questões sobre o seu envolvimento um com o outro além de amizade o que quase fez com que Anne Rice que participou da produção e direção do longa mudasse o roteiro fazendo Lestat ser uma mulher para amenizar essa questão. Apesar de que isso é apenas sugerido no filme. Não acontece nada de mais entre os dois. Além do mais, não houve qualquer polemica sobre isso na época.



As metáforas também são um recurso do filme para abordar questões sociais interessantes, presentes na época e que tem relevância até hoje como a indiferença das pessoas pelas mortes de pobres e escravos cometidas pelos vampiros. Isso é muito obvio para quem leu os livros, dado as alterações feitas no início da história de Louis. E com a condição de vida humana dos mais pobres a mercê da doença e todo tipo de infortúnio além de total desconsideração da sociedade.


O Mal é um Ponto de Vista


A premissa de “Entrevista com Vampiro” é esta: Um repórter aborda um estranho que considerou interessante num beco para uma entrevista, pois segundo ele, gosta de “colecionar história” e entrevista muitas pessoas diferentes. Ele pretende registrar a entrevista como sempre faz, com seu gravador toca fitas e as coloca para gravar. No entanto, o entrevistado revela que já sabia que era seguido pelo repórter e que na realidade era um vampiro imortal que estava desejoso daquela oportunidade tanto quanto o repórter.

Depois de dar provas de sua condição imortal amaldiçoada surpreendendo o repórter com tal revelação, o vampiro que se chama Louis de Pointe Du Lac que viveu no Século XVIII quando foi transformado por Lestat de Lioncourt aos 25 anos de idade. Louis (pronunciasse Louí, em francês) então conta sobre a perda de sua esposa e filha que faleceram durante o parto e de como a sua melancolia o consumia mesmo em sua abastada propriedade.



Lestat é descrito por Louis como tendo uma beleza estonteante e alcalina só comparada ao quanto era efusivo, atroz e negligente na hora de se alimentar e matar. No entanto, não creio que seja assim tão preto no branco, pois Lestat é um daqueles anti-heróis que cativam nossa empatia. Não é possível em absoluto sentir raiva de Lestat. Até divertido ele se mostra mesmo que de uma forma errática.

Já Louis é tristonho e fechado. Algumas pessoas que tiveram conversas comigo acharam que ele reclamava demais. Claro, que a tragédia e a dor inundavam o passado de Louis, mas um personagem tão sério e moroso não consegue que nos conectemos com ele. Diferente de Lestat, a amargura e a solidão corroeram o ser de Louis, sendo mais amenizado com a chegada de Claudia. Apesar de que o fato de a ter matado e transformado o assombrava.




Claudia por sua vez era bela como uma boneca, eternamente inocente e eternamente jovem. Não compreendia muito do mundo em que vivia no início, pois foi transformada muito jovem em sua tenra idade. Claudia era feroz e matava tão indiscriminadamente quanto uma criança mortal se interessa por doces. Anne Rice descreveu com grande propriedade o que seria uma criança imortal. Sempre indisciplinada, mimada e cruel. Com o passar dos anos sua mente se desenvolve, mas seu corpo continua igual. Kristen Dunst passa em sua performance o quão angustiante e aprisionador isso deve ser.

Antonio Banderas fez uma boa atuação, apesar de que o vampiro Armand ser bem mais jovem nos livros e bem mais delicado do que Banderas. Ele também tem uma participação um pouco mais relevante nos livros além infelizmente de não ter sido adaptada a conversa que é mostrada entre ele e Lestat.


O filme entre outras coisas tenta levantar a dúvida que envolve os vampiros. Eles realmente são malignos? Nós mortais nos alimentamos de outros seres “mais fracos” que consideremos inferiores, e de fato os consideramos comida. Os vampiros de Anne Rice demonstram a loucura, o medo, a tristeza, o deslumbramento e todos os outros sentimentos tão humanos quanto a fome, a paixão e a luxuria que tanto nos governam.

Faz tempo que não vemos histórias contadas do ponto de vista do mocinho, onde o vampiro era um monstro do Inferno como qualquer outro que serve ao diabo e só se interessa em tirar vidas para se alimentar. Depois de Drácula de Brom Stocker, os vampiros começaram a ganhar mais camadas e se alguns foram se tornando um meio termo de homem e monstro até permeando o imaginário feminino. Para que um príncipe encantado engomadinho se pôde-se ter um vampiro malvado chupador de pescoços?




A mitologia dos contos de Rice é fascinante. Como uma versão dos vampiros bem única, mas com algumas características clássicas. Para se tornar um vampiro, era necessário chegar à beira da morte tendo seu sangue todo drenado, depois ingerir sangue de vampiro. Seu corpo então começa a morrer e logo ressuscitará como um vampiro.

Vampiros são seres preternaturais que transcendem as vicissitudes da mortalidade e entropia do corpo e não estão mais sujeitos a perecibilidade da vida humana e sua única necessidade física é quanto à alimentação. Seu intelecto também se torna mais elevado fazendo com que o seu desejo seja regido pelo intelecto do outro. Os vampiros de Anne Rice ainda são mais sensíveis a certas questões e alguns deles são profundamente conectados a alguns sentimentos como o desejo de respostas de Louis que o leva a viajar todo o mundo em busca de respostas sobre a existência de sua classe. Ou como a sede de conhecimento de Lestat (isso fica mais evidente no livro).


Os vampiros não temem o alho, ou os objetos sacros e nem a luz artificial. Assim como também não podem ser destruídos por estacas de madeira. Apenas o sol e o fogo parecem dar fim as suas vidas eternas e beber o sangue dos mortos os entorpece por um tempo. Ao que parece eles também não podem sugar o sangue de uma vítima até a última gota, ou a sua alma se perderá com ela. Podem sobreviver do sangue de animais e alguns deles possuem poderes como ler mentes por exemplo.
O filme é muito sombrio, mas detalhado com características elegantes muito bem trabalhadas. O esmero com o qual foi tratado é excelente. Quem dera tivéssemos mais produções como essa. Que é feita além do entretenimento, aproximando-se da arte com profundidade.

Existe algo de atrativo em filmes como esse. Algo tanto de sombrio, como de deslumbrante. Isso é tão verdade, que ouve um caso nos Estados Unidos onde um jovem tentou matar a namorada e beber o seu sangue depois de assistir ao filme. Sensacionalismo a parte, não se pode negar o quanto esse filme é bom e merecedor dos seus bons status.

Curiosidades


  • ·         Christina Ricci, Dominique Swain, Julia Stiles e Evan Rachel Wood fizeram testes para a personagem Claudia.

  • ·         Christian Slater recebeu o personagem Daniel após a morte de River Phoenix, que estava escalado para o papel. Slater deu o seu cachê de US$250 mil para duas instituições de caridade que Phoenix ajudava.

  • ·         Johnny Depp recebeu uma oferta para interpretar o personagem Lestat.

  • ·         Tom Cruise levou cerca de três horas e meia por dia na cadeira de maquiagem.

  • ·         Para interpretar os vampiros, os atores foram obrigados a ficam de cabeça para baixo por 30 minutos para fazer a maquiagem. A ideia é que os maquiadores conseguirem traçar as veias do elenco a fim de trazer uma pele mais translúcida para a maquiagem.

  • ·         O livro explica que Louis fica deprimido não somente pela morte do seu filho, mas também porque ele se sente culpado pela morte do próprio irmão.

  • ·         Brad Pitt revelou que pensou em desistir do projeto por se sentir extremamente desconfortável com as maquiagens e roupas.

  • ·         Tom Cruise exigiu ter um set exclusivo para ele. Para isso, foram construídos túneis para os outros atores passarem. Assim, a maquiagem de Lestat permanecia em segredo até as gravações.

  • ·         Primeira cena de beijo de Kirsten Dunst. A atriz gravou uma cena beijando Brad Pitt e revelou ter se sentido desconfortável com a experiência.

  • ·         Ao descobrir que Tom Cruise protagonizaria no filme, Upon se recusou a assumir a produção do filme. Ela só foi assistir ao filme quando a produtora lhe enviou uma cópia em VHS. Upon, no entanto, ficou tão impressionada com a atuação de Tom Cruise que escreveu uma carta pedindo-lhe desculpas.

  • ·         Primeiro filme a conseguir a permissão para fechar duas pitas na Golden Gate Bridge.

  • ·         Anne Rice não só aprovou a adaptação do seu livro, como declarou no New York Times e no Vanity Fair que o filme se trata de uma obra-prima.

  • ·         Stephen Rea estudou comédia francesa e pantomima (um teatro gestual) para poder interpretar Santiago. A cena em que ele dança no túnel foi inspirada na cena de Fred Astaire em Núpcias Reais (1951).

  • ·         Tom Cruise teve que ficar em uma plataforma especial em algumas cenas para disfarça a diferença de altura entre e os demais atores que também interpretavam vampiros.

  • ·         A propriedade de Louis (Brad Pitt) no começo do filme era, na verdade, uma plantação histórica de carvalho situada no rio de Mississippi, em Vacherie, Louisiana.

  • ·         Há uma cena em que Louis assiste a Superman: O Filme (1978) no cinema. O livro, no entanto, foi escrito dois anos antes do lançamento do filme.

  • ·         Tom Cruise se preparou para o papel de Lestat assistindo vários vídeos de leões atacando zebras na selva.

  • ·         Anos depois, Kirsten Dunst fez uma participação no videoclipe da música 'I Knew I Loved You', da banda Savage Garden, que pegou seu nome de um dos romances de Rice.

  • ·         O Coliseum Theatre, que aparece na cena em que Louis assiste Conspiração Tequila (1988), pegou fogo em 2006.
  • ·         Christian Slater teve que trocar sua agenda de filmagem de Assassinato em Primeiro Grau (1995) para poder trabalhar neste filme.

  • ·         O filme foi escrito em 1976, mas em 1993, foram feitas quase 50 novas tiragens.

  • ·         Oprah Winfrey saiu da sessão de estreia depois das primeiras cenas do filme. Ela ficara incomodada com a quantidade de sangue na trama.

  • ·         Kirsten Dunst foi proibida de assistir ao filme quando este fora divulgado. Os parentes da atriz pensaram que o longa seria assustador demais para ela, na época com 12 anos. 

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Escritor:
 Thiago de França
XOXO Yastaley

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